Nuno Abreu a 22 de Setembro de 2010 às 23:38
Parabéns pelo post. Antes de discutirmos a eficácia do produto e de o pormos em causa pela ausência de estudos independentes, parece-me importante conhecer os estudos que dão suporte às indicações terapêuticas e que servem de base á autorização pelo Infarmed para introdução no mercado. O facto de não encontrares estudos independentes credíveis a apoiar o laboratório não significa que o produto não seja eficaz, pois também não encontraste estudos apoiar a sua ineficácia. Assim na ausência de evidencia independente, temos de confiar no regulador do mercado ( Infarmed) que aceitou a sua comercialização, e acreditar na eficácia da prevenção das úlceras de pressão pela acção que têm na protecção da pele ao funcionar como barreira. Como sabes o European Pressure Ulcer Advisory Pane indica a necessidade de "proteger a pele da exposição à humidade excessiva através do uso de produtos barreira de forma a reduzir o risco de lesão por pressão. (Força da Evidência =C)".

Já tinha saudades de " discutir" contigo.

Visao ENFernal a 23 de Setembro de 2010 às 18:09
Antes de mais Nuno, obrigado por vires "apimentar" este blogue. Como temos tido pouco tempo para pessoalmente discutirmos estes assuntos, pelo menos tomaremos partido deste espaço para o fazermos :)

Quanto à tua resposta dou-te meia razão.

Primeiro tenho de concordar contigo que a ausência de estudos independentes não podem descredibilizar as potencialidades de um fármaco.

Por outro nunca coloquei em causa as indicações do fabricante (aliás, mostrei estudos independentes que suportam as indicações garantidas pelo fabricante) e por outro nunca mencionei as úlceras de pressão que se desenvolvem a partir de lesões de humidade. O que está em causa neste post é o "poder" preventivo de um produto que quando aplicado em zonas de pressão (locais que potencialmente poderão resultar numa úlcera) impede ou retarda consequências subsequentes. Já assististe concerteza a aplicação rotineira do cavilon em proeminências ósseas durante os posicionamentos, contudo em locais de tegumento íntegro. E aí não encontras evidência que te suporte essa intervenção nem em guidelines da EPUAP (esta indica-te que uma pele íntegra e bem hidratada ajuda a prevenir UP - não é novidade). Aí se encontra o cerne da questão: o porquê de o fazermos se não se encontra evidência NENHUMA sobre esse aspecto particular.

Nuno Abreu a 24 de Setembro de 2010 às 02:03
Olá...já tinha saudades disto e eu não gosto de " levar sempre a bicicleta" como alguém disse, mas acho que nos estamos a perder em duas discussões diferentes:
1º o teu post refere-se à hipótese "será o cavilon um produto eficaz para prevenir ou retardar o aparecimento de úlceras de pressão pelo seu uso em zonas de pressão susceptíveis?" e eu julgo ter respondido que se ela actua prevenindo um dos factores de risco, portanto tem obviamente um potencial preventivo, faltando num entanto calcular a sua eficiência (custo/benefício). Assim, se uma das zonas de pressão estiverem sujeitas aos factores de risco, humidade ou agentes irritantes, parece-me lógico o seu uso.
Em relação á segunda parte da discussão ( e sobre a qual eu não falei anteriormente) concordo contigo e até com o Filipe ( LOL ), existe um uso inadequado em situações para a qual o produto não está indicado. Se as zonas de pressão não apresentam factores de risco descritos anteriormente, obviamente o seu uso não terá qualquer utilidade.
Abraço

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