O Visão Enfernal volta e a REvolta contra a Enfermagem como arte continua. A sua afirmação como ciência voltará a tomar lugar neste blogue, centrando a sua essência na divulgação da mais recente evidência científica.
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publicado por Visao ENFernal, em 13.01.09 às 18:35link do post | favorito

 

 

Neste post vou falar do palonossetron, o sucessor do granissetron. Tal como este último, trata-se de um antiemético de uso hospitalar indicado para prevenção de náuseas e vómitos induzidos por quimioterapia.

Retirado do site Farmacia.com.pt de 13 de Janeiro de 2009

 

« Alguns regimes de quimioterapia têm uma elevada probabilidade de induzir vómitos graves, tanto imediatamente como depois de 2 a 5 dias (fase retardada).

O Dr. Mitsue Saito e colegas, do Hospital Universitário de Juntendo, em Tóquio, relataram que o novo fármaco, o palonossetrom (comercalizado como Aloxi), é comparável ao antigo agente, o granissetrom (comercalizado como Kytril ou em diversas versões genéricas), na prevenção dos vómitos na fase imediata, sendo superior na fase retardada.

O estudo, publicado na “Lancet Oncology”, envolveu 1.143 pacientes que receberam aleatoriamente uma única dose de palonossetrom ou de granissetrom 30 minutos antes do tratamento com quimioterapia.

Os investigadores explicaram que o resultado principal foi a proporção de pacientes que não experienciaram qualquer episódio de vómitos durante a fase imediata (zero a 24 horas após a quimioterapia) e a fase retardada (24 a 120 horas após a quimioterapia).

Os vómitos na fase inicial foram completamente evitados em 75,3 por cento dos pacientes que receberam palonossetrom e em 73,3 por cento dos que receberam granissetrom. Durante a fase retardada, a taxa de prevenção completa foi significativamente mais elevada no grupo que recebeu palonossetrom com 56,8 por cento, em comparação aos 44,5 por cento do grupo do granissetrom.

O principal efeito secundário relacionado com o tratamento foi a obstipaçao, que ocorreu em 17,4 por cento dos pacientes tratados com palonossetrom e em 15,7 por cento daqueles tratados com granissetrom.»


http://www.diarioon.com.br/new/fotos/C17431-1.gif

http://www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=6534

 


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publicado por Visao ENFernal, em 13.01.09 às 18:13link do post | favorito

 

 

Investigadores encontram-se a estudar formas de provocar o arrefecimento do cérebro de forma rápida mas sem lesar as estruturas corporais. Este procedimento pode diminuir de forma importante os danos cerebrais após um EAM, dado que o arrefecimento diminui o metabolismo celular e, consequentemente, as necessidades energéticas são inferiores.

Para se compreender melhor este assunto, cito na íntegra o artigo publicado no Ciência Hoje.

in Ciência Hoje 08 de Janeiro 2009

De acordo com a revista "New Scientist", os investigadores acreditam que diminuir quatro graus centígrados da temperatura do cérebro reduz o metabolismo das células cerebrais, limitando a sua 'fome' de oxigénio em momentos cruciais em que há problemas de irrigação sanguínea.

No passado, os médicos induziam a hipotermia terapêutica com pacotes de gelo ou com mantas refrigeradas a todo o corpo ou injectando nas veias uma solução salina fria, técnicas que - ao esfriar todo o corpo - podem aumentar os riscos de infecções e de pneumonia, segundo a mesma revista.

Bridget Harris, estudante de Medicina da Universidade de Edimburgo, Irlanda, criou uma espécie de 'capacete refrigerador' (consiste em duas camadas de «nylon» que se ajustam à cabeça, uma sobre a outra, e a mais próxima à pele tem pequenas perfurações) através do qual pode ser induzida uma ligeira hipotermia no cérebro. O 'capacete' aproveita a densa rede de vasos sanguíneos no couro cabeludo que transportam o sangue ao cérebro. O ar frio passa entre as camadas e as perfurações permitem que o ar penetre na pele em intervalos regulares, levando ao arrefecimento dos vasos sanguíneos.

Segundo a "New Scientist", a aplicação desta técnica em voluntários permitiu, em uma hora, arrefecer o cérebro em um grau centígrado, feito que, mais ou menos, é alcançado com os métodos tradicionais de refrigeração do corpo inteiro.

Com o objectivo de conseguir uma mudança mais rápida na temperatura do cérebro, outros investigadores encontram-se a desenvolver diferentes técnicas, como o arrefecimento da cavidade nasal, para arrefecer o sangue antes que este chegue ao cérebro.

Estudos realizados em animais indicam que a utilização desta técnica pode arrefecer o cérebro até 2,4 graus centígrados em uma hora, segundo a mesma publicação.

Outra possibilidade é arrefecer o sangue procedente dos pulmões (uma vez que as artérias carótidas vão directamente do peito à cabeça), uma técnica que está a ser desenvolvida actualmente por um grupo de cientistas do Argonne National Laboratory de Illinois, nos Estados Unidos.

 


http://abnormalbrain.bizland.com/brainfreeze.jpg

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=28906&op=all

http://www.mc.vanderbilt.edu/reporter/reporter_jpgs/reporter_9.10.99_2.jpg

http://www.quickcool.se/upload/QC_device_hightech_link.jpg


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