O Visão Enfernal volta e a REvolta contra a Enfermagem como arte continua. A sua afirmação como ciência voltará a tomar lugar neste blogue, centrando a sua essência na divulgação da mais recente evidência científica.
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publicado por Visao ENFernal, em 09.10.07 às 18:45link do post | favorito



A propósito da gestão do risco hospitalar, um estudo efectuado demonstra que a segurança dos doentes internados encontra-se comprometida por dois factores essenciais: o erro humano e os efeitos adversos da medicação administrada.

Os dados não são animadores e mesmo a  OMS e outros organismos competentes apontam para estimativas assustadoras: “um em cada 10 doentes é alvo de um problema assistencial”.

“As organizações prestadoras de cuidados de saúde, pela natureza da sua actividade, são uma área de risco por excelência” (Ordem dos Enfermeiros, 2005), daí tornar-se imperativa a descoberta dos agentes precipitantes da estatística apontada.

Relativamente à segurança do medicamento…

... ainda mais gravosas são as consequências das reacções adversas, que matam 106 mil doentes a cada ano que passa, e que em três quartos dos casos são perfeitamente evitáveis. Diante deste cenário, a Ordem dos Farmacêuticos salientou a necessidade de promover programas de gestão do risco hospitalar, envolvendo os hospitais, as empresas farmacêuticas, as distribuidoras e os profissionais.

Quanto ao erro humano…

…os mais recentes dados disponibilizados pela Autoridade Nacional do Medicamento e dos Produtos de Saúde (Infarmed) apontam para a ocorrência de sete mil mortes anuais devidas a erros relacionados com a utilização de fármacos em ambiente hospitalar, e de cerca de 20 mil óbitos por ano associados a outros erros médicos.

Os erros de medicação são uma das principais causas de morte e incapacidade, e segundo a ordem dos enfermeiros, “anualmente morrem mais pessoas devido a erros de medicação do que em acidentes de trabalho”. Assume-se de forma errónea que a segurança do doente compete quase exclusivamente ao Enfermeiro, contudo segundo a OE a vigilância por parte de enfermagem protege o doente de práticas inseguras (“um estudo demonstrou que os enfermeiros detectaram 86% de todos os erros de medicação por parte dos médicos, farmacêuticos e outros antes que os erros ocorressem”).


Quanto aos erros de medicação associados à Enfermagem, salientam-se:

  • Omissão da administração
  • Administração de dose imprópria
  • Medicação não autorização (prescrição inexistente)

Relativamente aos factores mais comuns associados ao erro:

  • Uso do nome errado do medicamento, da forma de dosagem ou abreviação
  • Erros de calculo de dosagem
  • Dosagem atípica ou incomum e crítica

A solução não passa na culpabilização do profissional, muitas das vezes ao erro de medicação encontra-se implícita disfunções organizacionais, condições de trabalho precárias e falhas graves no sistema. Muito pelo contrário, a OE aposta na comunicação do erro como “primeiro passo no processo de redução dos mesmos e na melhoria contínua da qualidade. […] A comunicação de retorno e a divulgação da informação podem sensibilizar e levar à compreensão dos erros que ocorrem no sistema e uma melhoria na sua estrutura de forma a reduzir ou eliminar os erros de medicação”.

 

Fontes de informação:

Ordem dos Enfermeiros (2005). Erros de medicação. [Documento WWW] URL: http://www.ordemenfermeiros.pt/images/contents/uploaded/File/medicacao.pdf

TEIXEIRA, C. (2007, Setembro). Erros de medicação ameaçam segurança no internamento
[Documento WWW] URL: http://www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=4657

 



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