O Visão Enfernal volta e a REvolta contra a Enfermagem como arte continua. A sua afirmação como ciência voltará a tomar lugar neste blogue, centrando a sua essência na divulgação da mais recente evidência científica.
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publicado por Visao ENFernal, em 08.10.07 às 17:35link do post | favorito


A doença coronária tornou-se, a partir dos anos 50, a principal causa de morte. Felizmente esta tendência encontra-se em regressão com todas as medidas de sensibilização adoptadas pelos organismos competentes, no entanto, paradoxalmente verifica-se um aumento do nº de casos de doença coronária em adultos jovens, com idades compreendidas entre os 20 e os 45 anos.

No caso do adulto de meia idade e idoso, a epidemiologia encontra-se associada a factores sobejamente conhecidos, dentro dos quais a obesidade, hipertensão arterial não controlada, hipercolesterolémia, sedentarismo, diabetes e tabagismo. A inexistência de estudos que comprovem os factores que desencadeiam o aumento da incidência de casos de doença coronária em adultos jovens impulsionou a investigação de uma amostra de doentes dessa faixa etária internados em hospitais do Porto e zonas limítrofes, por parte de uma equipa do serviço de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, num estudo liderado pela epidemiologista Carla Lopes:



Retirado do site http://newsletter.up.pt/pt/actualidade/673/?page=60

 

"Um estudo único em Portugal realizado na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto mostrou claramente que os indivíduos com idades compreendidas entre os 20 e os 45 anos com níveis de escolaridade baixos (4.º ano ou menos) têm um risco 6 vezes maior de sofrerem um enfarte agudo do miocárdio do que as pessoas com mais de 10 anos de frequência escolar.

Embora o número de enfartes do miocárdio tenha vindo a diminuir em Portugal e nos restantes países ocidentais, há dados que indicam que os casos de enfarte em jovens adultos (entre os 20 e os 45 anos) têm aumentado. Para avaliar esta tendência, o Serviço de Higiene e Epidemiologia da FMUP estudou uma população de 350 jovens adultos que sofreram um enfarte e que foram internados num dos hospitais do Grande Porto, e um outro grupo de 750 indivíduos da mesma área geográfica, mas sem episódios de enfarte do miocárdio.

De acordo com os resultados deste estudo liderado pela epidemiologista Carla Lopes, para além da baixa escolaridade, os principais factores de risco para o enfarte do miocárdio nos jovens adultos não diferem dos apontados para populações mais velhas. No entanto parecem existir factores agravantes: um adulto de meia-idade diabético tem um risco duas vezes superior de ter um enfarte, mas um jovem adulto vê esse risco aumentado 10 vezes, relativamente a um não-diabético. Para além disso, o exercício físico parece não ter um efeito protector tão acentuado nos mais jovens como tem nos mais velhos.

Relativamente aos restantes factores de risco, são já sobejamente conhecidos: fumar e ser obeso, sobretudo quando a gordura corporal está acumulada na zona abdominal, aumenta em larga medida o perigo de enfarte.

A análise dos dados recolhidos durante a investigação não está ainda completamente finalizada. Os investigadores seguem agora para a avaliação dos hábitos alimentares da amostra do estudo. OM/FMUP "






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