Sant'Iago a 20 de Setembro de 2010 às 20:50
Muito bem vindos.
Assim é que é falar. o link sempre esteve no meu canto a aguardar pelo vosso regresso.
que lufada de ar fresco.
brutal.
grd abraço

Visao ENFernal a 22 de Setembro de 2010 às 00:48
Obrigado pelas palavras de apoio. Conto com a sua visita.
Abraço

Magistral_estratega a 20 de Setembro de 2010 às 21:50
Aguardo artigos semelhantes sobre o "Halibut" e o Thrombocid, assim como sobre o óleo de amêndoas doces, éter e outros tantos mitos...

abraço

Visao ENFernal a 22 de Setembro de 2010 às 00:50
Obrigado pela sugestão, contudo desconheço mitos relacionados com esses produtos. Terei de fazer uma resenha para conhecer em pormenor que tipo de mitos os enfermeiros associam a cada um deles.

Cumprimentos

Nuno Abreu a 22 de Setembro de 2010 às 23:38
Parabéns pelo post. Antes de discutirmos a eficácia do produto e de o pormos em causa pela ausência de estudos independentes, parece-me importante conhecer os estudos que dão suporte às indicações terapêuticas e que servem de base á autorização pelo Infarmed para introdução no mercado. O facto de não encontrares estudos independentes credíveis a apoiar o laboratório não significa que o produto não seja eficaz, pois também não encontraste estudos apoiar a sua ineficácia. Assim na ausência de evidencia independente, temos de confiar no regulador do mercado ( Infarmed) que aceitou a sua comercialização, e acreditar na eficácia da prevenção das úlceras de pressão pela acção que têm na protecção da pele ao funcionar como barreira. Como sabes o European Pressure Ulcer Advisory Pane indica a necessidade de "proteger a pele da exposição à humidade excessiva através do uso de produtos barreira de forma a reduzir o risco de lesão por pressão. (Força da Evidência =C)".

Já tinha saudades de " discutir" contigo.

Visao ENFernal a 23 de Setembro de 2010 às 18:09
Antes de mais Nuno, obrigado por vires "apimentar" este blogue. Como temos tido pouco tempo para pessoalmente discutirmos estes assuntos, pelo menos tomaremos partido deste espaço para o fazermos :)

Quanto à tua resposta dou-te meia razão.

Primeiro tenho de concordar contigo que a ausência de estudos independentes não podem descredibilizar as potencialidades de um fármaco.

Por outro nunca coloquei em causa as indicações do fabricante (aliás, mostrei estudos independentes que suportam as indicações garantidas pelo fabricante) e por outro nunca mencionei as úlceras de pressão que se desenvolvem a partir de lesões de humidade. O que está em causa neste post é o "poder" preventivo de um produto que quando aplicado em zonas de pressão (locais que potencialmente poderão resultar numa úlcera) impede ou retarda consequências subsequentes. Já assististe concerteza a aplicação rotineira do cavilon em proeminências ósseas durante os posicionamentos, contudo em locais de tegumento íntegro. E aí não encontras evidência que te suporte essa intervenção nem em guidelines da EPUAP (esta indica-te que uma pele íntegra e bem hidratada ajuda a prevenir UP - não é novidade). Aí se encontra o cerne da questão: o porquê de o fazermos se não se encontra evidência NENHUMA sobre esse aspecto particular.

Filipe Fernandes a 23 de Setembro de 2010 às 22:22
Ciro,
esquece, não vale a pena discutir com o Nuno! Primeiro porque ele tem sempre de "levar a bicicleta"! Segundo porque já tive esta discussão com ele mas de nada adiantou!
Já se conhecem os benefícios óbvios do Cavilon na prevenção de feridas causadas/potenciadas pela humidade. Quer baseado em estudos credíveis, quer baseado na evidência, mas isso não é novidade! Novidade é para mim ver os colegas a usarem e abusarem deste produto em pele íntegra e livre de humidade só porque é uma zona mais sujeita a pressão e até tem um eritema... quem se ri com isto são os indivíduos da 3M que encontraram a galinha dos ovos de ouro num produto criado com um objectivo concreto, mas que é usado como "água benta" em "eritemas religiosos"!

Filipe Brandão a 23 de Setembro de 2010 às 23:19
Caros;
Aproveito a pertinência do tema para me estrear nos posts...
O comentário do Filipe Fernandes é de facto curioso e incontornavel. Realmente constata-se o uso do referido produto um pouco ao desbarato. Tal não deveria acontecer. Constato no dia a dia a utilização do Cavilon Creme como que se de creme hidratante se tratasse. Deste modo, saúdo a abordagem da tema; espero que desperte consciências para que todos possamos reflectir e deixar um pouco de parte o "fazer por fazer". São inequivocas as vantagens do produto, no entanto é importante que seja usado apenas para o que é indicado e não como "cura para todos os males".
Cumprimentos ao Ciro pelo excelente trabalho.

Nuno Abreu a 24 de Setembro de 2010 às 02:03
Olá...já tinha saudades disto e eu não gosto de " levar sempre a bicicleta" como alguém disse, mas acho que nos estamos a perder em duas discussões diferentes:
1º o teu post refere-se à hipótese "será o cavilon um produto eficaz para prevenir ou retardar o aparecimento de úlceras de pressão pelo seu uso em zonas de pressão susceptíveis?" e eu julgo ter respondido que se ela actua prevenindo um dos factores de risco, portanto tem obviamente um potencial preventivo, faltando num entanto calcular a sua eficiência (custo/benefício). Assim, se uma das zonas de pressão estiverem sujeitas aos factores de risco, humidade ou agentes irritantes, parece-me lógico o seu uso.
Em relação á segunda parte da discussão ( e sobre a qual eu não falei anteriormente) concordo contigo e até com o Filipe ( LOL ), existe um uso inadequado em situações para a qual o produto não está indicado. Se as zonas de pressão não apresentam factores de risco descritos anteriormente, obviamente o seu uso não terá qualquer utilidade.
Abraço

Magistral_estratega a 24 de Setembro de 2010 às 10:18
Numa época em que o conceito custo/efectividade é tão usado e pertinente faz todo o sentido perceber se estamos a usar um placebo ou não...

Faz também todo o sentido questionar se o produto é o mais barato obtendo o mesmo fim.

Faz também todo o sentido saber se estamos a usar algo que efectivamente é eficaz...

Não vi mencionado nenhum RCT , revisão sistemática ou meta-análise credível... Portanto poderemos muito bem estar a usar algo que tem o mesmo efeito que papel de alumínio ou banha de porco... e mais caro...

Dinheiro gasto nisto pode ser muito bem dinheiro que faltará noutra coisa bem mais útil... por exemplo formação adequada a enfermeiros sobre técnicas de conforto, uso de medidas não farmacológicas e outro factor que é descurado... Capital humano...Por mais produtos que disponhamos nos nossos serviços nenhum terá o mesmo efeito que o tempo possível e disponível para evitar úlceras de pressão alternando decúbitos...

Penso que estamos a ser engolidos pelo paradigma da medicalização... Se calhar estou a exagerar mas... é assim que começa...

Filipe Fernandes a 24 de Setembro de 2010 às 11:45
Bem, acho que chegamos a um consenso: o 3M™ Cavilon™ No Sting Barrier Film deve ser usado para o propósito que foi criado e que já está amplamente descrito. Claro que sendo a humidade um dos factores predisponentes ao aparecimento de úlceras de pressão nas zonas susceptíveis, então nesse sentido é adequado na prevenção do seu aparecimento. Aliás, isto mesmo é referido pela 3M numa das hiperligações para perguntas frequentes, e que confirmam que não previne úlceras de pressão (http://multimedia.3m.com/mws/mediawebserver?mwsId=66666UuZjcFSLXTtoXf6lxs6EVuQEcuZgVs6EVs6E666666--).
Por isso é essencial reduzir a banalização deste produto, até porque todos sabemos que muitas vezes, os familiares dos utentes a quem o aplicamos, nos perguntam o que é e para que serve, e acabamos por induzir em erro: primeiro porque não o descrevemos adequadamente e depois porque as famílias ao fazerem de tudo para dar conforto ao utente e constatarem que o usamos "tipo canivete suiço para a pele", adquirem o Cavilon, spray ou creme, em que o preço rondará respectivamente, os 21€ na embalagem de 28ml (http://www.farmaciadoslusiadas.pt/category/marca/cavilon) e 16,95€ por embalagem de 92g (http://www.sadabandeira.com/cavilon-cr-duracao-prol-92-g-creme-bisn.html) - ATENÇÂO que os preços podem variar, às vezes em 5€, no mesmo produto, em farmácias diferentes, segundo um dos distribuidores com que falei. - Ao verem que o produto é caro e se consome tão rapidamente - por muitas vezes ser usado de forma inadequada - poderão abandonar o seu uso, com óbvios prejuízos para o utente que deixa de beneficiar dele, quer para a carteira se continuar a usa-lo como "placebo"!
Acho que ainda tínhamos muita "ponta para pegar" - Como identificar a pele que é macerada da que já se encontra colonizada? Quais as superfícies sujeitas a fricção em que será eficaz? Entre outras. Mas fico satisfeito com a discussão.
Muito obrigado Ciro pela publicação tão pertinente.
Abraço e... vemo-nos logo na Feira das Colheitas!

Visao ENFernal a 26 de Setembro de 2010 às 22:52
Antes de mais obrigado pela vossa intervenção, este tipo de discussões só ajudam a melhorar o nosso conhecimento em Enfermagem. Sê também bem-vindo Filipe Brandão.

Nuno, quanto ao tema, continuo a discordar de ti. Estás a generalizar o atributo de um produto quando quisemos especificar um critério específico. Uma coisa é uma complicação de um problema, outra coisa é um problema que surge de possíveis complicações.
Neste caso concreto Nuno, tu não tens evidência que te permita mostrar que DE FACTO o cavilon previna que zonas de pressão evoluam para úlceras. O próprio Filipe Fernandes mostrou de uma FAQ do fabricante que isso não é passível de acontecer.
Logo, o cerne da questão é este: mesmo que o seu efeito na hipótese levantada seja no mínimo duvidosa (para não dizer inexistente), como podes tu justificar os 16-18,00€ que gastas num propósito que é indefinido? Multiplica-o por 2x/semana/"x" doentes.

E aí sim, concordo canalizar despesas para suportar um serviço de recursos que permitam objectivamente diminuir a incidência de úlceras de pressão e, a longo prazo, poder aceder às revertências de um plano estratégico assentado em pressupostos garantidos (e não duvidosos).

Nuno Abreu a 28 de Setembro de 2010 às 06:28
Bem, vamos então reflectir um pouco---- A prevenção de úlceras de pressão necessita de uma abordagem multifactorial, para que seja eficaz. Por exemplo a alternância de decúbitos , apesar de ser a medida que provavelmente mais contribui para a prevenção, necessita de outras intervenções para que seja eficaz. Ou seja, todas as intervenções são necessárias para a prevenção, e sendo a humidade é um factor de risco , como demonstra a Sra Braden, ao agirmos sobre este factor, estamos ou não a prevenir úlceras de pressão??? Tal como melhorar o status nutricional do doente, também previne úlceras de pressão, mas não vou dizer que o fortimel é para a prevenção de úlceras de pressão. Eu não estou a generalizar o produto, o que eu quero dizer é que se o cavillon é eficaz na prevenção de maceração, e ao agir num factor de risco estou de facto a prevenir úlceras de pressão. Não percebi porque achas que é um pressuposto duvidoso, a não ser que duvides da eficácia na prevenção da maceração. Finalizando para acabar com as dúvidas, o cavillon actua num dos factores de risco da úlcera de pressão, que obviamente por si só não previne úlceras de pressão.....nem ele nem nenhuma intervenção isolada.

DEclaração de interesse

A 3M não me esta a pagar nada


Visao ENFernal a 28 de Setembro de 2010 às 13:54
Então para evitar equívocos, vamos mudar a nossa hipótese inicial:

Será o cavilon um produto eficaz para prevenir ou retardar o aparecimento de úlceras de pressão pelo seu uso em zonas de pele íntegra e sem compromisso por humidade?

Nuno Abreu a 28 de Setembro de 2010 às 16:27
Assim, concordo plenamente contigo. Não previne úlceras de pressão

sheyla a 14 de Junho de 2013 às 00:49
como obter o produto mais barato
?