O Visão Enfernal volta e a REvolta contra a Enfermagem como arte continua. A sua afirmação como ciência voltará a tomar lugar neste blogue, centrando a sua essência na divulgação da mais recente evidência científica.
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publicado por Visao ENFernal, em 23.01.09 às 05:15link do post | favorito

 

 

Um estudo publicado na Critical Care apresentou resultados muito interessantes na área do atendimento urgente. O objectivo era garantir uma correlação entre o prognóstico que os sinais vitais (no caso concreto a TA e frequência cardíaca) e o valor do lactato no sangue garantem no atendimento pré-hospitalar e os respectivos "outcomes" já no serviço de urgência.

Apesar de apresentar várias limitações, dado se tratar de um estudo piloto em que foram analisados dados recolhidos entre 1997 e 1998 (ou seja, baseado numa realidade desfasada em cerca de 10 anos), e por incluir no grupo de estudo exclusivamente doentes que apresentaram sinais vitais instáveis, o resultado não poderia ser mais curioso: o valor do lactato no sangue tem maior valor de prognóstico do que os respectivos sinais vitais.

(clicar na imagem para aumentar)

De que forma se processa a avaliação desse prognóstico? Foi admitido um limiar de 3,5 mmol/L, em que após a primeira avaliação do lactato, acima desse valor identificar-se-ia com facilidade doentes em alto risco.

Este simples procedimento poderá, futuramente, permitir identificar com maior rigor população com maior probabilidade de morte, permitindo uma triagem mais eficaz dos doentes à entrada do SU, para além de garantir o tratamento mais direccionado, uma vez que com este valor será possível avaliar a eficácia dos procedimentos que estão a ser tomados para socorrer a vítima.

Transcrevo aqui neste post o resumo, o estudo completo poderá ser consultado neste link.

 

Retirado do Critical Care de 17 de Dezembro 2008

 

The prognostic value of blood lactate levels relative to that of vital signs in the pre-hospital setting: a pilot study

Introduction

 

A limitation of pre-hospital monitoring is that vital signs often do not change until a patient is in a critical stage. Blood lactate levels are suggested as a more sensitive parameter to evaluate a patient's condition. The aim of this pilot study was to find presumptive evidence for a relation between pre-hospital lactate levels and in-hospital mortality, corrected for vital sign abnormalities.

Methods

 

In this prospective observational study (n = 124), patients who required urgent ambulance dispatching and had a systolic blood pressure below 100 mmHg, a respiratory rate less than 10 or more than 29 breaths/minute, or a Glasgow Coma Scale (GCS) below 14 were enrolled. Nurses from Emergency Medical Services measured capillary or venous lactate levels using a hand-held device on arrival at the scene (T1) and just before or on arrival at the emergency department (T2). The primary outcome measured was in-hospital mortality.

Results

 

The average (standard deviation) time from T1 to T2 was 27 (10) minutes. Non-survivors (n = 32, 26%) had significantly higher lactate levels than survivors at T1 (5.3 vs 3.7 mmol/L) and at T2 (5.4 vs 3.2 mmol/L). Mortality was significantly higher in patients with lactate levels of 3.5 mmol/L or higher compared with those with lactate levels below 3.5 mmol/L (T1: 41 vs 12% and T2: 47 vs 15%). Also in the absence of hypotension, mortality was higher in those with higher lactate levels. In a multivariable Cox proportional hazard analysis including systolic blood pressure, heart rate, GCS (all at T1) and delta lactate level (from T1 to T2), only delta lactate level (hazard ratio (HR) = 0.20, 95% confidence interval (CI) = 0.05 to 0.76, p = 0.018) and GCS (HR = 0.93, 95% CI = 0.88 to 0.99, p = 0.022) were significant independent predictors of in-hospital mortality.

Conclusions

In a cohort of patients that required urgent ambulance dispatching, pre-hospital blood lactate levels were associated with in-hospital mortality and provided prognostic information superior to that provided by the patient's vital signs. There is potential for early detection of occult shock and pre-hospital resuscitation guided by lactate measurement. However, external validation is required before widespread implementation of lactate measurement in the out-of-hospital setting.

 

 


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