O Visão Enfernal volta e a REvolta contra a Enfermagem como arte continua. A sua afirmação como ciência voltará a tomar lugar neste blogue, centrando a sua essência na divulgação da mais recente evidência científica.
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publicado por Visao ENFernal, em 13.05.08 às 18:19link do post | favorito

 

 

Os métodos usados para solucionar problemas associados à incontinência urinária são sobejamente conhecidas, e os resultados obtidos praticamente previsíveis. Contudo sabemos que a incontinência intestinal é potenciadora de graves lesões corporais, e os métodos para controlo deste flagelo são escassos e de eficácia duvidosa, não garantindo qualidade de vida ao lesado. Em situações extremas, o recurso à colostomia é vista como uma hipótese, com todos os prejuízos que acarreta ao doente, mas a indústria do ramo dos dispositivos médicos apresenta soluções para contornar este tipo de problemas. Uma destas são as sondas de incontinência intestinal, apresentada (a título de exemplo) pela Convatec, através do “Flexy-seal”.

 


Antes de progredir neste assunto, é importante esclarecer que o Visão ENFernal não tem qualquer tipo de ligação com o laboratório responsável pelo produto apresentado, sendo este post meramente informativo e sem fins comerciais.

 

 

Este tipo de dispositivo para incontinência intestinal encontra-se indicado para doentes acamados com dejecções líquidas, cujo o objectivo seria prevenir a irritação da pele perianal ou para proteger a integridade de uma ferida nesse local, prevenindo a contaminação e o comprometimento do processo de cicatrização

 

Em termos de funcionamento é muito semelhante a um cateter urinário, sendo o sistema constituído por uma sonda de silicone com um balão numa extremidade e, na extremidade contrária, um saco colector de fezes. A sonda é introduzida na ampola rectal até um limite inscrito na própria sonda sendo, posteriormente, insuflado o balão com 45 ml de água que permite o ajuste da extremidade da sonda a nível do recto.

À semelhança do que acontece com os sistemas de drenagem de urina, o saco deve ser colocado numa zona inferior para permitir a drenagem correcta das fezes. Pode permanecer num período máximo de 29 dias, segundo o fabricante.

 

Após a inserção, poderá ocorrer obstrução do sistema, sendo possível a lavagem do mesmo através de uma via de “flush” própria. Para mais informações relativas ao manuseamento deste dispositivo, que fica ao cuidado da equipa de Enfermagem, pode aceder ao site da convatec neste link.

Por se tratar de um dispositivo com custos financeiros acrescidos, a sua aplicação requer análise cuidada por parte da equipa de Enfermagem.

 


 

http://www.palexmedical.es/uploads/groups/files/52/GRU%20INCONTINENCIA%20URINARIA.jpg

http://www.convatec.com/convatec/jsp/CVTBProductDetail.do?prodId=prod1040001&language=en&country=US&audience=HCP#

http://www.convatec.com/convatec/jsp/CVTUSHStaticContent.do?lang=en&country=US&channelId=/Convatec/US/HCP/Top_Navigation/US_HCP_Wound_Skin_Care/US_HCP_WSC_Products/US_HCP_WSC_Skin_Care_Products/US_HCP_WSC_By_Brand/US_HCP_Flexi_Seal&contentKey=US_HCP_FMS_Product_Description&audience=HCP


 


Zé Maria a 14 de Maio de 2008 às 18:03
Olá!
Uma boa opção!
Mas uma sonda rectal ou de gazes não faz o mesmo efeito? não tem o balão para fixação, é certo, e a fixação com adesivos torna-se dificil. mas nao será o custo um bocado elevado se temos outras opções?
Foi só uma "acha" para a fogueira :)

Visao ENFernal a 14 de Maio de 2008 às 19:17
Uma boa acha para a fogueira!

Certamente uma sonda de enteroclise faria o mesmo efeito, mas estamos a falar de um dispositivo que garante um aumento significativo da qualidade de vida do doente acamado. Ao contrário das sondas rectais que são rígidas e de PVC, próprias para uso intermitente e de curta duração, esta sonda preparada para a incontinencia intestinal é de silicone, menos traumatica, consegue fixar-se sem auxilio de adesivos, permite ao doente mobilizar-se na cama com menos impedimentos do que uma sonda normal e tem um calibre muito maior, impedindo a obstrução fácil do sistema, além de garantir isolamento de odores.
Mas lá está, o custo-beneficio deverá ser bem ponderado pois estamos a falar de um dispositivo que ronda os 300 euros (exceptuando os sacos colectores). Faz todo o sentido em doentes com ulceras de sacro com fraca viabilidade tecidular provocada pela contaminação pelas fezes, cuijo dispêndio em materiais de penso poderá ultrapassar o preço por este dispositivo.

Anónimo a 12 de Agosto de 2015 às 11:32
Ola!
E a troca desse coletor seria diário?

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