O Visão Enfernal volta e a REvolta contra a Enfermagem como arte continua. A sua afirmação como ciência voltará a tomar lugar neste blogue, centrando a sua essência na divulgação da mais recente evidência científica.
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publicado por Visao ENFernal, em 24.03.08 às 22:48link do post | favorito

Step 1. Vaccinate

 

Step 2. Get the Catheters out

 

Step 3. Target the pathogen

 

Step 4. Access the experts

 

Step 5. Practice antimicrobial control

 

Step 6. Use local data

 

Step 7. Treat infection, not contamination

 

Step 8. Treat infection, not colonization

 

Step 9. Know when to say "no" to vanco

 

Step 10. Stop antimicrobial treatment at properly time

 

Step 11. Isolate the pathogen

 

Step 12. Break the chain of contagion

(Clicar aqui para ver as recomendações na totalidade)


São os 12 passos para a prevenção da resistência bacteriana em adultos hospitalizados, recomendado pelo CDC desde Novembro de 2003. Desde esta data que as instituições de saúde tiveram oportunidade para pensar nos seus procedimentos e na importância de os reajustar atendendo à progressão dos conhecimentos no campo da prevenção da infecção nosocomial e sua resistência. A normatização de procedimentos é necessária, apesar de impelir a “produção em série” e, aliada à sua desactualização, a desadequação das práticas.

Sublinho, a título de exemplo, a algaliação nos serviços de urgência de forma mais ou menos massificada nos doentes admitidos. Sabemos que a infecção do tracto urinário é o tipo de infecção com maior incidência em meio hospitalar e, de forma recorrente, assiste-se a casos de doentes algaliados sem justificação plausível para a mesma. Em casos estreitos que o justifique, grande percentagem permanecem algaliados de forma prolongada.

Está na altura de apagar erros do passado e pensar naquilo que fazemos.

 


http://www1.istockphoto.com/file_thumbview_approve/690869/2/istockphoto_690869_we_all_make_mistakes_2.jpg

 

 


Anónimo a 25 de Março de 2008 às 05:42
Esta questão da algaliação é coisa que já debati noutros locais mas noutro tipo de situação e não está totalmente em discordância do mesmo princípio que se aplica aqui.

A propósito das infecções urinárias queria até remeter para outras leituras... Nos EUA as seguradoras já não pagam por infecções urinárias relacionadas com a algaliação ou com presença inadequada da mesma. O que isto quer dizer entre outras coisas é que alguma preguiça levou a que fossem tomadas medidas drásticas que por enquanto ainda estão bem longe do nosso contexto (mas já estiveram mais longe).
Por outro lado devemos reflectir melhor sobre a nossa prática até porque como dizia alguém(ou coisa assim semelhante) que apelidam de erudito: não é praticando muito que se melhora mas sim reflectindo sobre a prática.

E o que é que a prática nos diz:
- Algalia-se por comodidade (incontinência, não colaboração do doente, algaliação para uma colheita de urina asséptica que se mantém por comodidade).
- Mantém-se a sonda vesical além do necessário (défice de conhecimentos; ausência ou incumprimento de protocolos de troca de cateteres, neste caso vesicais;outro qualquer tipo de negligência).
- Falhas no registo da data de algaliação (falta de tempo ou negligência).
- Reconhecimento tardio dos sinais de infecção.
- Falta de tempo para correcta execução da técnica(Excesso de trabalho no SU, défice de conhecimentos ou negligência).

Quem fala em sondas vesicais poderia falar numa miríade de outras coisas...

Mas acima de tudo, para melhorar é preciso identificar primeiro os erros. Se acharmos que tudo está bem e não há outra solução estaremos condenados à decadência e mediocridade.

Magistral Estratega

Http://saudeeportugal.blogspot.com

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Visao ENFernal a 25 de Março de 2008 às 16:01
Não acrescentaria nada ao que o colega afirmou. De facto a algaliação é uma técnica que advoga um conjunto de situações muito restrita, tão restrita que é frequente constatarmos que muitos dos doentes algaliados não beneficiam da presença do catéter. À posteriori constatamos que a incidência de infecções urinárias é escandalosa, fruto de planos terapêuticos desajustados por não prescindirem de um preciosismo que resulta, muitas das vezes, de mero comodismo. Já não falo da má prática sobre optimização dos cateteres urinarios como o colega falou, mas sim meramente da presença de um dispositivo cuja situação clinica não a justifica.

Lanço um desafio: nos vossos serviços (retirando especialidades como urologia e nomeadamente algumas cirurgias) constatem quantos doentes estão algaliados e se existe justificação plausível para a mesma...
Talvez os extremismos que se verificam nos EUA tenham razão de ser.

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