O Visão Enfernal volta e a REvolta contra a Enfermagem como arte continua. A sua afirmação como ciência voltará a tomar lugar neste blogue, centrando a sua essência na divulgação da mais recente evidência científica.
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publicado por Visao ENFernal, em 15.01.08 às 00:26link do post | favorito

 

O método de revestimento de antimicrobianos nos vários dispositivos médicos é um processo que implica várias etapas, que inevitavelmente variam consoante o tipo de método a seguir, desde o simples flush do material com a solução que contém o antimicrobiano, o emprego de “TDMAC” (Tridodecylmethylammonium chloride) concomitantemente com a solução antimicrobiana, ou o revestimento da superfície dos dispositivos com o uso de cloreto de benzalcónio seguindo-se a fixação do antibiótico no dispositivo


 

Um dos métodos que encontrei, que por ventura é dos mais consensuais, encontra-se em processo de melhoramento com vista a promover a sua eficácia. Neste método, dentro dos vários tipos de “agentes antimicrobianos”, os que mais se têm mostrado eficaz são uma combinação de Rifampicina com minociclina. O que não implica que, dependendo do propósito do dispositivo, a associação de antimicriobianos seja alterada para aumentar a sua eficácia.


 

Posteriormente deverá ser seleccionado um “solvente orgânico”, dos quais se salienta os álcoois, cetonas, éteres, formaldeído, ácido acético, clorofórmio e cloreto de metilo, facilitando a dissolução do “agente antimicrobiano”.


 

Um “agente penetrante” é fundamental para garantir, não só a fixação do produto antimicrobiano ao dispositivo, como também o revestimento homogéneo do mesmo. É também adicionado um “agente alcalinizante”, tratando-se de uma base que promove a reactividade do agente antimicrobiano ao dispositivo (sodium hidroxyde, potassium hidroxyde, ammonia in water, diethylamine e triethylamine). A solução é aquecida a uma temperatura compreendida entre os 30º-70ºC (dependendo do agente antimicrobiano), e “mergulha-se” o dispositivo durante 60 minutos, retirando-se no final o excesso de solução.


 

Todo este procedimento foi pensado na crescente necessidade em diminuir os índices de infecção hospitalar associado aos procedimentos invasivos. Sabe-se que os dispositivos médicos revestidos de antibióticos têm eficácia relativa na prevenção da infecção, mas o pensamento actual coloca-nos numa posição em que é imperativo satisfazer as seguintes necessidades:

 
  • Impedir o crescimento bacteriano sem colocar a segurança do doente em risco;
 
  • Emprego dos antimicrobianos mais eficazes e em concentrações ideais;
 
  • Garantir a actividade prolongada do antibiótico que reveste o dispositivo;
 
  • Estudar as alternativas mais viáveis, associadas ao custo mais reduzido.

a 2 de Fevereiro de 2008 às 19:24
Concordo plenamente com o que refere sobre "a era Accountability", penso que é fundamental alterar as rotinas e introduzir o pensamento critico-cientifico na actividade de enfermagem, demonstrando que ocupamos um lugar na equipa transdisciplinar invés de meros "moços de recados" a que damos o nome de enfºs competentes na execução dos vários recados.
Parece-me interessante a defesa da Dama "enfermagem" mas como podemos remar contra a maré de forma sustentada?
Um abraço,
http://1gusis.blogspot.com/

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