O Visão Enfernal volta e a REvolta contra a Enfermagem como arte continua. A sua afirmação como ciência voltará a tomar lugar neste blogue, centrando a sua essência na divulgação da mais recente evidência científica.
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publicado por Visao ENFernal, em 12.01.08 às 23:19link do post | favorito

 

É certo e sabido que, por mais zelosos que sejamos nos procedimentos invasivos e na optimização de catéteres e sondas, a colonização e subsequentes infecções tornam-se inevitáveis, com custos acrescidos não só para a instituição prestadora de cuidados, mas também para o doente. A natureza da infecção é multifactorial e a evidência tem demonstrado que a boa prática não é suficiente para prevenir a infecção associada ao procedimento invasivo. As taxas de infecção associadas a agentes típicos têm vindo a aumentar gradualmente, destacando-se os bacilos cocos gram positivos como o Staphylococus epidermis, Staphylococus aureus (entre 70 a 80% do total de infecções nosocomiais) e fungos, nomeadamente a Candida albicans.


 

Para contornar este problema, a linha de pensamento exigiu que se focalizasse não o meio ambiente e as particularidades dos indivíduos, mas sim os dispositivos usados nos respectivos procedimentos invasivos. Assim surgiram os dispositivos impregnados em antimicrobianos.


 

Esta ideia não é tão recente quanto parece, dado existirem inúmeros estudos efectuados nos Estados Unidos sobre a matéria, contudo muitos enveredam por caminhos dúbios cujos resultados variam do menos estudado ao mais inconclusivo. A ideia é a mesma – impregnar os materiais com um composto antimicrobiano –, o meio para atingir o fim é que varia. E muito!

 


Neste post irei utilizar expressões em inglês, pelo simples facto de escassear publicações sobre o tema em português e desconhecer, por completo, a tradução de certas palavras para a nossa língua. Para evitar ao máximo cometer calinadas, escreverei nestes moldes.

 

Assim sendo, permitam-me contextualizar que tipo de materiais poderão ser alvo deste procedimento:

 
  • Acessos vasculares (CVC, acessos centrais de abordagem periférica, acessos venosos periféricos, catéteres centrais de longa duração, catéteres de diálise, cateter de Swan-Ganz e cateter arterial)
 
  • Materiais de urologia (cateteres urinários, dispositivos urinários de longa duração, esfíncteres urinários artificiais e próteses penianas)
 
  • Materiais vários (enxertos vasculares, drenos, catéteres de diálise peritoneal, pacemakers e válvulas cardíacas)
 

O espectro de dispositivos que são passíveis de adquirirem particularidades antisépticas é vasto, podendo ser multiplicada pelo tipo de materiais que os constituem:

 
 
 
 
 
 
  • Borracha, plástico e silicone
  • Poliuretano e Polietileno
  • Teflon® (politetrafluoroetileno)
  • Colagénio
  • Albumina
  • Tetrafluoreto de polietileno
 

Conhecemos os dispositivos e os respectivos materiais, assim partiremos para os métodos de impregnação dos mesmos com o composto antimicrobiano.


 

(parte 1/2)

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