O Visão Enfernal volta e a REvolta contra a Enfermagem como arte continua. A sua afirmação como ciência voltará a tomar lugar neste blogue, centrando a sua essência na divulgação da mais recente evidência científica.
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publicado por Visao ENFernal, em 11.10.07 às 18:25link do post | favorito


Hoje é…

 

… o dia mundial de luta contra a dor.

 

Valiosos têm sido os esforços realizados pelas organizações governamentais em matéria de luta contra a dor. Portugal orgulha-se por ter sido um dos pioneiros em estabelecer um dia distinto em prol da luta contra a dor – o 14 de Junho –, contudo não basta reconhecer a importância que o recente 5º sinal vital adopta na qualidade de vida dos Portugueses.

Em 2001 surge o Plano Nacional de Luta Contra a Dor (PNLCD), assumindo a dor como “verdadeiro problema de saúde pública”, tendo como meta central o “equipamento de 75% dos hospitais portugueses com unidades de dor vocacionadas para o tratamento da dor crónica” (in http://www.correiomanha.pt/noticiaImprimir.asp?idCanal=0&id=134471).

Devo relembrar que o controlo eficaz da dor é um “dever dos profissionais de saúde, um direito dos doentes que dela padecem e um passo fundamental para a efectiva humanização das Unidades de Saúde” (Direcção Geral de Saúde). A boa prática de Enfermagem implica o uso sistematizado e generalizado das escalas da dor propostas (numérica, qualitativa ou de “de faces”), avaliação do tipo de dor e aplicação de estratégias não farmacológicas no alívio e controlo da mesma. Contudo a boa prática resultaria no bem-estar do doente, ausência de dor e de sensação de bom atendimento, realidade esta que se encontra aquém das expectativas. Por outro lado é imperativo reiterar o uso da avaliação da dor como sinal vital. Compreenda-se que existe um incumprimento da norma nº 09/DGCG de 14/06/2003, da Direcção Geral da Saúde em que se prevê a avaliação sistematizada da dor, da mesma forma como se encontra prevista para a temperatura, tensão arterial ou pulso, verificando-se apenas aquando do aparecimento da dor como sinal ou sintoma referido pelo doente.

Por outro lado, a problemática da competência dos enfermeiros para lidar com a dor é preocupante, baseando-se, de forma global, na actuação meramente farmacológica. E heis que me surge uma dúvida existencial… Sendo os enfermeiros a classe mais inquietada relativamente ao controlo da dor, não estaríamos mais aptos para prescrever a analgesia mais adequada ao doente em questão? É óbvio que não… mas pensemos no assunto…


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