Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
O fim

 

 

O VE falhou, pretendíamos criar um espaço interactivo em que seriam publicados assuntos da área de investigação em Enfermagem actuais. A discussão não existiu, objectivo falhado.

Tentaremos manter o espaço o maior tempo possível activo para servir de pesquisa sobre os temas que aqui foram abordados.

 

Até um dia colegas.


Ciro Miguel Teixeira e Nuno Abreu

 



Publicado por Visao ENFernal às 21:25
Link do post | Comentar | Ver comentários (14) | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 6 de Março de 2009
Pela carreira digna

Coloco aqui no blogue o apelo lançado pelos colegas do Cogitare.

 

Apelamos a que publiquem este Post nos vossos blogs, transmitam-no via email e copiem a carta que vos deixamos (ver em baixo) para os seguintes sites, Fax ou email…

  1. Carta para o Presidente da Republica (link- cliquem aqui) 

  2. Carta ao Governo (link - cliquem aqui)

  3. Ministra: Ana Jorge Morada : Av. João Crisóstomo, 9, 6º -1049-062 Lisboa
    Tel.: 213 305 000 Fax: 213 305 175
    Correio electrónico: gms@ms.gov.pt

Deste modo, voltamos a mostrar toda a nossa indignação. Várias foram as promessas sucessivas de que Enfermagem veria ser reposto o seu valor a carreira de Licenciados. Já estamos fartos de esperar, por isso deixamos este documento que caso assim entenderem só têm que assinar e enviar por mail ou fax para o Ministério da Saúde.

“Sra. Ministra da Saúde
EU, INDIVIDUALMENTE, TAMBÉM CONTESTO!

 

No passado dia 20 de Fevereiro, durante a Greve Nacional de Enfermeiros, a Sra. Ministra da Saúde anunciou e, finalmente, concretizou o envio, aos Sindicatos, da proposta reformulada, cujo compromisso tinha assumido no dia 29 de Dezembro de 2008.

 

Na proposta constato, e no que diz respeito a estes 4 princípios:

1. UMA CARREIRA PARA TODOS OS ENFERMEIROS – face a esta reivindicação, justa, o Ministério assume que a mesma apenas está dependente de uma decisão politica, razão pela qual propõe que os actuais enfermeiros, a contrato individual de trabalho por tempo indeterminado possam optar pelo que vier a ficar regulamentado neste decreto-lei. Contudo, isso não é suficiente! Nós, enfermeiros, não aceitaremos a manutenção de qualquer tipo de discriminação e, na realidade, o que a Sra. Ministra está a propor é o seu aprofundamento, porque, no âmbito da sua opção, estão vedadas todas as restantes regras aplicáveis aos colegas com contrato de trabalho em funções públicas e, inadmissivelmente, nada disto é possível para os futuros enfermeiros.2. UMA CARREIRA COM UMA ÚNICA CATEGORIA – a Sra. Ministra ao manter uma proposta com duas categorias, insuficientemente justificada com supostos conteúdos funcionais diferentes, contrários ao que hoje está legalmente consagrado no REPE, no Decreto de Lei que transforma a formação dos enfermeiros em Licenciatura e no Código Deontológico revela apenas ter um objectivo: IMPEDIR O DESENVOLVIMENTO DOS ENFERMEIROS NO LEQUE SALARIAL QUE O ACTUAL GOVERNO CONSIDEROU SER O MAIS JUSTO PARA REMUNERAR OS LICENCIADOS.

3. DESCATEGORIZAÇÃO DOS ACTUAIS ENFERMEIROS DA ÁREA DA GESTÃO – se a anterior proposta já era por nós considerada uma vergonha e um “atentado” à profissão, para esta só encontramos adjectivos num léxico pouco propício. Aos enfermeiros que estão, hoje, nas categorias de gestão da actual carreira de enfermagem, independentemente do que se tenha de reflectir sobre as práticas profissionais, foi exigido sempre concursos de acesso às categorias superiores; no acesso à categoria de enfermeiro graduado até 1988 para além do concurso era exigido um exame escrito de estudo obrigatório de 12 temas dos quais era escolhido 1 pelo júri. Para acesso à categoria de Enfermeiro Especialista era exigido, até 1991, nota positiva no exame de acesso à especialidade (a partir desta data passou a ser exigido a avaliação curricular), frequência da especialidade e posterior concurso de acesso à categoria, primeiro com exame escrito e depois com apreciação curricular. Para acesso à categoria de Enfermeiro Chefe e Supervisor era necessário a frequência dos cursos de Administração, concurso, apreciação e discussão curricular e, em muitos casos, avaliação do perfil psicológico. É DE TODO ESTE PERCURSO, INTRINSECAMENTE LIGADO AO DESENVOLVIMENTO DA PROFISSÃO que não é de todo admissível esta proposta da Sra. Ministra.

4. GRELHA SALARIAL – é inadmissível que a Sra. Ministra esteja a propor aos enfermeiros uma remuneração de ingresso na actividade abaixo daquela que o Governo, por lei, consagrou para os restantes Licenciados da Administração Pública. É intolerável que a Sra. Ministra apresente uma proposta que coloque o topo da carreira dos enfermeiros abaixo do topo da actual carreira de técnico superior. É insustentável que a Sra. Ministra queira perpetuar a discriminação do reconhecimento do valor social do trabalho dos enfermeiros e, mais grave, que inadmissivelmente diminua, na proposta que se pretende para e com futuro, as expectativas de desenvolvimento salarial quando a comparamos com a actual Carreira de Enfermagem.

Porque o que está em causa é a Profissão de Enfermagem e o seu Desenvolvimento;
Porque o que está em causa é o reconhecimento do grau académico e do valor social da profissão;

 

Porque não posso continuar a aceitar qualquer tipo de discriminação para e entre os enfermeiros, quer já estejam no exercício ou para os futuros,
CONTESTO E REPUDIO VEEMENTEMENTE A PROPOSTA QUE NOS ENVIOU!

 

…………………(assinatura)………………….…………… ”

 

 


Por...: Miguel

Publicado por Visao ENFernal às 00:29
Link do post | Comentar | Ver comentários (6) | Adicionar aos favoritos

Domingo, 1 de Março de 2009
Indignação

 

 

Enfermagem está de LUTO e em LUTA. A proposta da nova carreira é INACEITÁVEL, é uma afronta à dignidade de todos os Enfermeiros. O novo estatuto remuneratório é IMPENSÁVEL, coloca os enfermeiros num patamar inferior ao admissível (ver link do Cogitare e DoutorEnfermeiro)

 

Está na altura de repensarmos no nosso futuro e esta altura é crucial.

 

MOBILIZA-TE! E mobiliza os teus colegas. Aparece na manifestação de 13 de Março ou acataremos com uma carreira indigna até aos próximos 30 anos. Imprime o comunicado da manifestação e afixa no teu serviço. Faz pela tua profissão.

 

Contamos contigo.

 

 

 


Por...: Miguel

Publicado por Visao ENFernal às 12:01
Link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
Conhecer o passado

Com muito prazer coloco no blogue mais um post do Enfº. Nuno Abreu, com uma reflexão muito interessante sobre a essência da Enfermagem.

 

 

Porque é que nós Enfermeiros Portugueses conhecemos pouco da história portuguesa da nossa profissão. Sabemos muito da evolução de enfermagem desde Florence Nightingale, porque claro, marca o início da  enfermagem moderna, mas da nossa história pouco sabemos. Será que enfermagem em Portugal só começou quando as ideias dessa Sra começaram a ser utilizadas em Portugal?

119 anos antes de “Notes on Nursing” , Frei Diogo de Santiago produz  a Postilha Religiosa. No seu segundo tratado “Arte de Enfermeros” . São cinquenta e nove capítulos sobre como assistir enfermos e advertências sobre a aplicação de medicamentos, um verdadeiro manual de boas práticas. Cito alguns excertos, com conceitos bastantes actuais.

 

"Os remedios, que applicares aos enfermos, sejaõ só pela vossa maõ, e a tempo; que as medicinas dilatadas se privaõ do nome de remédio, disse Quintilliano. Nunca deis remedio bebido sem primeiro ser mechido, e agoa ao enfermo para lavar a boca, por evitar o perjuizo de o lançar fóra. Tende muito, e muito particular cuidado nos numeros, que trazem os medicamentos, para que naõ haja equivocaçaõ na applicaçaõ delles; e naõ só nos numeros tereis esta vigilancia, mas também na cor, cheiro, e qualidades delles; porque nas boticas sucede muitas vezes porem-se os numeros errados, como eu tenho varias vezes experimentado, e outros muitos Enfermeiros, o que se tem remediado com a experiência dos remédios.“

In: Fr. Diogo de Sant-Iago, Postilla religiosa e arte de enfermeiros. 1741, §

109. Edição Fac-símile. Lisboa, Edição Alcalá, 2005, p.76

 

A preocupação como o erro clínico já era evidente. Não é a regra dos cinco certos, mas quase… 

 

"Todos os dias de manhã, e tarde fareis visita particular aos enfermos, principalmente aos que tiveres de mayor cuidado, para dares ao Medico informaçaõ do que lhe fizestes, e como tem passado; porque alguns enfermos naõ sabem dar a indicaçaõ necessaria; e o Medico, quando os enfermos saõ muitos, naõ se póde lembrar do que a todos tem mandado fazer: o que vós remediais com muita facilidade, assim pela informaçaõ, que delles tendes adquirido, como pela lembrança, que na taboa da visita tendes formado, sem a qual naõ visiteis nunca com o Medico, ainda que os enfermos sejaõ poucos, que naõ he razaõ que a vossa memoria seja fiadora da vida, ou saude do enfermo"

 

IN: Fr. Diogo de Sant-Iago, Postilla religiosa e arte de enfermeiros. 1741, §

108 Edição Fac-símile. Lisboa, Edição Alcalá, 2005, p.75

 

A importância do registo de enfermagem……ou dos sistemas de informação.

Este tratado é um contributo importante na nossa história, e deve-nos lembrar o longo caminho que percorremos como profissão (de apenas executantes a profissionais que conceptualizam cuidados de acordo com os diagnósticos que formulam) . Sei que é cada vez mais difícil ser enfermeiro…..mas sempre foi….é inerente à profissão. Agora deixo uma questão no ar.

Preferem pertencer a uma profissão que já não têm mais nada a conquistar, ou pertencer a outra que está a evoluir, em que vocês podem deixar o vosso contributo e serem mais um marco na história. Eu já sei…..e Vocês?

 


 

http://img2.timeinc.net/ew/dynamic/imgs/081002/nurse-jackie-edie-falco_l.jpg

http://relaxaegoza.files.wordpress.com/2008/03/old-book-bu-celeste-via-flicker-cc.jpg

http://www.provena.org/stjoes/images/125/2013%20old%20hosp%20Graduating%20class%201933%20has%20Sr%20Theresa%20on.jpg

 


Por...: Nuno Abreu

Publicado por Visao ENFernal às 12:19
Link do post | Comentar | Ver comentários (7) | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
Lactato como sinal vital?

 

 

Um estudo publicado na Critical Care apresentou resultados muito interessantes na área do atendimento urgente. O objectivo era garantir uma correlação entre o prognóstico que os sinais vitais (no caso concreto a TA e frequência cardíaca) e o valor do lactato no sangue garantem no atendimento pré-hospitalar e os respectivos "outcomes" já no serviço de urgência.

Apesar de apresentar várias limitações, dado se tratar de um estudo piloto em que foram analisados dados recolhidos entre 1997 e 1998 (ou seja, baseado numa realidade desfasada em cerca de 10 anos), e por incluir no grupo de estudo exclusivamente doentes que apresentaram sinais vitais instáveis, o resultado não poderia ser mais curioso: o valor do lactato no sangue tem maior valor de prognóstico do que os respectivos sinais vitais.

 

 

 

(clicar na imagem para aumentar)

 

De que forma se processa a avaliação desse prognóstico? Foi admitido um limiar de 3,5 mmol/L, em que após a primeira avaliação do lactato, acima desse valor identificar-se-ia com facilidade doentes em alto risco.

Este simples procedimento poderá, futuramente, permitir identificar com maior rigor população com maior probabilidade de morte, permitindo uma triagem mais eficaz dos doentes à entrada do SU, para além de garantir o tratamento mais direccionado, uma vez que com este valor será possível avaliar a eficácia dos procedimentos que estão a ser tomados para socorrer a vítima.

Transcrevo aqui neste post o resumo, o estudo completo poderá ser consultado neste link.

 

 

Retirado do Critical Care de 17 de Dezembro 2008

 

The prognostic value of blood lactate levels relative to that of vital signs in the pre-hospital setting: a pilot study

 

Introduction

A limitation of pre-hospital monitoring is that vital signs often do not change until a patient is in a critical stage. Blood lactate levels are suggested as a more sensitive parameter to evaluate a patient's condition. The aim of this pilot study was to find presumptive evidence for a relation between pre-hospital lactate levels and in-hospital mortality, corrected for vital sign abnormalities.

Methods

In this prospective observational study (n = 124), patients who required urgent ambulance dispatching and had a systolic blood pressure below 100 mmHg, a respiratory rate less than 10 or more than 29 breaths/minute, or a Glasgow Coma Scale (GCS) below 14 were enrolled. Nurses from Emergency Medical Services measured capillary or venous lactate levels using a hand-held device on arrival at the scene (T1) and just before or on arrival at the emergency department (T2). The primary outcome measured was in-hospital mortality.

Results

The average (standard deviation) time from T1 to T2 was 27 (10) minutes. Non-survivors (n = 32, 26%) had significantly higher lactate levels than survivors at T1 (5.3 vs 3.7 mmol/L) and at T2 (5.4 vs 3.2 mmol/L). Mortality was significantly higher in patients with lactate levels of 3.5 mmol/L or higher compared with those with lactate levels below 3.5 mmol/L (T1: 41 vs 12% and T2: 47 vs 15%). Also in the absence of hypotension, mortality was higher in those with higher lactate levels. In a multivariable Cox proportional hazard analysis including systolic blood pressure, heart rate, GCS (all at T1) and delta lactate level (from T1 to T2), only delta lactate level (hazard ratio (HR) = 0.20, 95% confidence interval (CI) = 0.05 to 0.76, p = 0.018) and GCS (HR = 0.93, 95% CI = 0.88 to 0.99, p = 0.022) were significant independent predictors of in-hospital mortality.

Conclusions

In a cohort of patients that required urgent ambulance dispatching, pre-hospital blood lactate levels were associated with in-hospital mortality and provided prognostic information superior to that provided by the patient's vital signs. There is potential for early detection of occult shock and pre-hospital resuscitation guided by lactate measurement. However, external validation is required before widespread implementation of lactate measurement in the out-of-hospital setting.

 

 


http://ccforum.com/content/12/6/R160/abstract/

http://ccforum.com/content/figures/cc7159-2.jpg

http://ccforum.com/content/12/6/R160/abstract/

http://www.zoemedical.com/images/PPM2%20Screen%20Shots/Main%20Screen.JPG

http://www.coastal.es/adm/fotos/20070726024754emergencia_SP.jpg

 


Por...: Miguel

Publicado por Visao ENFernal às 05:15
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009
Prevenir a PAV

 

 

A pneumonia associada ao ventilador é um flagelo das unidades de cuidados intensivos. As medidas de precaução tradicionais não são suficientes, pelo que certas soluções mais vanguardistas assumem relevo. Falo dos tubos endotraqueais revestidos de Prata.

Com uma eficácia ainda por comprovar definitivamente, são lançados estudos em que se demonstrou ser eficaz em reduzir ou atrasar a pneumonia associada ao ventilador. Transcrevo o estudo divulgado no Critical Care.

 

 

Retirado do Critical Care de 1 de Janeiro de 2009

 

Protection Against Ventilator-Associated Pneumonia by Silver-Coated Endotracheal Tubes: An Unresolved Issue

Posted 01/12/2009

Tamar F. Barlam, M.D.; Dennis L. Kasper, M.D.
Author Information


Ventilator-associated pneumonia (VAP) is a major nosocomial infection that results in significant morbidity, mortality, and health care costs. Most strategies to reduce VAP attempt to decrease rates of colonization of the aerodigestive tract and aspiration of infected secretions. Silver has antimicrobial properties in vitro and may reduce biofilm formation on and bacterial adherence to the endotracheal tube. Kollef and colleagues (2008) conducted a prospective, randomized, multicenter, single-blind, controlled study in patients requiring >24 h of intubation to determine whether silver-coated endotracheal tubes can reduce the incidence of microbiologically confirmed VAP.

Patients recruited from December 2002 to March 2006 at 54 centers in North America were assigned to treatment groups in a 1:1 ratio, using block randomization by site. Each patient was intubated with either the experimental silver-coated tube or a control tube (Hi-Lo endotracheal tube; Mallinckrodt, St. Louis). Apart from the silver coating, the two types of tubes were similar. Bronchoalveolar lavage (BAL) fluid was subjected to quantitative culture if VAP was suspected. The primary outcome was VAP incidence, which was defined as a quantitative BAL fluid culture with ≥104 colony-forming units (CFU)/mL after intubation for ≥24 h. Secondary outcomes were time to occurrence of VAP; duration of endotracheal intubation, intensive care unit (ICU) stay, and hospital stay; and mortality rate.

Of 2003 patients randomized, 968 received the experimental tube and 964 received the control tube; 423 patients were intubated for <24 h. After randomization, a history of chronic obstructive pulmonary disease (COPD) was more common in the control group than in the experimental group (16.4% vs 11.6%; p = .007). The primary outcome of VAP was more common in the control group (7.5%; 95% CI, 5.7-9.7%) than in the silver coated-tube group (4.8%; 95% CI, 3.4-6.6%) (p = .03). The relative risk reduction in VAP incidence was 35.9% (95% CI, 3.6-69%). Of 264 patients with suspected VAP, 220 underwent BAL; >90% of these patients were taking antibiotics at the time of BAL. Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, and Enterobacteriaceae were the most common pathogens. In patients with silver-coated tubes, the relative risk of VAP incidence within 10 days of intubation was reduced and the occurrence of VAP was delayed (p = .005) in comparison with the control group; however, other secondary outcomes—mortality rate and duration of intubation, ICU stay, or hospital stay—did not differ between the two groups. The frequency and severity of adverse events were similar for the two types of endotracheal tubes.

The authors conclude that, compared with the uncoated tube, the silver-coated endotracheal tube is associated with a significant reduction in the incidence of VAP and a delay in VAP occurrence. They note that the silver-coated tube offers a unique approach to VAP prevention because it is user-independent after intubation and requires no further action on the part of the clinician. In an accompanying editorial, Chastre (2008) discusses the limitations of the study and the lack of robustness of the results. Only three more cases of VAP in the coated-tube group would have rendered the study statistically inconclusive. In addition, BAL culture results were probably affected by antibiotic use, which was not further described in the study, and the greater proportion of patients with COPD in the control group could have biased the results. Thus, although the silver-coated endotracheal tube may be appropriate for patients at very high risk of developing early-onset VAP (e.g., trauma patients), its use should not be viewed as definitively beneficial for VAP prevention until further data confirm its efficacy and cost benefit.

 

 

 


http://www.medscape.com/viewarticle/586501?src=mp&spon=32&uac=112990FZ

http://www.veterinaria.org/asociaciones/aevedi/Rinoscopia_caudal_2.jpg

http://enfermagem-intensiva.com/wp-content/uploads/2008/02/ventilador.jpg


Por...: Miguel

Publicado por Visao ENFernal às 23:17
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009
Novo antiemético

 

 

Neste post vou falar do palonossetron, o sucessor do granissetron. Tal como este último, trata-se de um antiemético de uso hospitalar indicado para prevenção de náuseas e vómitos induzidos por quimioterapia

 

Retirado do site Farmacia.com.pt de 13 de Janeiro de 2009

 

« Alguns regimes de quimioterapia têm uma elevada probabilidade de induzir vómitos graves, tanto imediatamente como depois de 2 a 5 dias (fase retardada).

O Dr. Mitsue Saito e colegas, do Hospital Universitário de Juntendo, em Tóquio, relataram que o novo fármaco, o palonossetrom (comercalizado como Aloxi), é comparável ao antigo agente, o granissetrom (comercalizado como Kytril ou em diversas versões genéricas), na prevenção dos vómitos na fase imediata, sendo superior na fase retardada.

O estudo, publicado na “Lancet Oncology”, envolveu 1.143 pacientes que receberam aleatoriamente uma única dose de palonossetrom ou de granissetrom 30 minutos antes do tratamento com quimioterapia.

Os investigadores explicaram que o resultado principal foi a proporção de pacientes que não experienciaram qualquer episódio de vómitos durante a fase imediata (zero a 24 horas após a quimioterapia) e a fase retardada (24 a 120 horas após a quimioterapia).

Os vómitos na fase inicial foram completamente evitados em 75,3 por cento dos pacientes que receberam palonossetrom e em 73,3 por cento dos que receberam granissetrom. Durante a fase retardada, a taxa de prevenção completa foi significativamente mais elevada no grupo que recebeu palonossetrom com 56,8 por cento, em comparação aos 44,5 por cento do grupo do granissetrom.

O principal efeito secundário relacionado com o tratamento foi a obstipaçao, que ocorreu em 17,4 por cento dos pacientes tratados com palonossetrom e em 15,7 por cento daqueles tratados com granissetrom.»

 


http://www.diarioon.com.br/new/fotos/C17431-1.gif

http://www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=6534

 


Por...: Miguel

Publicado por Visao ENFernal às 18:35
Link do post | Comentar | Ver comentários (5) | Adicionar aos favoritos

Danos cerebrais e temperatura

 

 

Investigadores encontram-se a estudar formas de provocar o arrefecimento do cérebro de forma rápida mas sem lesar as estruturas corporais. Este procedimento pode diminuir de forma importante os danos cerebrais após um EAM, dado que o arrefecimento diminui o metabolismo celular e, consequentemente, as necessidades energéticas são inferiores.

Para se compreender melhor este assunto, cito na íntegra o artigo publicado no Ciência Hoje.

 

in Ciência Hoje 08 de Janeiro 2009

 

De acordo com a revista "New Scientist", os investigadores acreditam que diminuir quatro graus centígrados da temperatura do cérebro reduz o metabolismo das células cerebrais, limitando a sua 'fome' de oxigénio em momentos cruciais em que há problemas de irrigação sanguínea.

No passado, os médicos induziam a hipotermia terapêutica com pacotes de gelo ou com mantas refrigeradas a todo o corpo ou injectando nas veias uma solução salina fria, técnicas que - ao esfriar todo o corpo - podem aumentar os riscos de infecções e de pneumonia, segundo a mesma revista.

Bridget Harris, estudante de Medicina da Universidade de Edimburgo, Irlanda, criou uma espécie de 'capacete refrigerador' (consiste em duas camadas de «nylon» que se ajustam à cabeça, uma sobre a outra, e a mais próxima à pele tem pequenas perfurações) através do qual pode ser induzida uma ligeira hipotermia no cérebro. O 'capacete' aproveita a densa rede de vasos sanguíneos no couro cabeludo que transportam o sangue ao cérebro. O ar frio passa entre as camadas e as perfurações permitem que o ar penetre na pele em intervalos regulares, levando ao arrefecimento dos vasos sanguíneos.

Segundo a "New Scientist", a aplicação desta técnica em voluntários permitiu, em uma hora, arrefecer o cérebro em um grau centígrado, feito que, mais ou menos, é alcançado com os métodos tradicionais de refrigeração do corpo inteiro.

Com o objectivo de conseguir uma mudança mais rápida na temperatura do cérebro, outros investigadores encontram-se a desenvolver diferentes técnicas, como o arrefecimento da cavidade nasal, para arrefecer o sangue antes que este chegue ao cérebro.

Estudos realizados em animais indicam que a utilização desta técnica pode arrefecer o cérebro até 2,4 graus centígrados em uma hora, segundo a mesma publicação.

Outra possibilidade é arrefecer o sangue procedente dos pulmões (uma vez que as artérias carótidas vão directamente do peito à cabeça), uma técnica que está a ser desenvolvida actualmente por um grupo de cientistas do Argonne National Laboratory de Illinois, nos Estados Unidos.

 


http://abnormalbrain.bizland.com/brainfreeze.jpg

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=28906&op=all

http://www.mc.vanderbilt.edu/reporter/reporter_jpgs/reporter_9.10.99_2.jpg

http://www.quickcool.se/upload/QC_device_hightech_link.jpg

 


Por...: Miguel

Publicado por Visao ENFernal às 18:13
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Domingo, 11 de Janeiro de 2009
Divulgação - sites

 

 

O palliativedrugs.com é um site de referência no campo dos cuidados paliativos. Com a colaboração do Enfº. Nuno Abreu, o Visão ENFernal divulga esta enorme base de dados sobre os fármacos utilizados em cuidados paliativos, fornecendo informações aos profissionais de saúde sobre as vias de administração, procedimentos de preparação, compatibilidade de drogas em perfusão e, principalmente, a implementação da técnica de hipodermoclise.

Requer um extenso registo para aceder a todas as funcionalidades do site, contudo vale a pena a todos os que se interessa e trabalham na área dos paliativos.

 

 

http://palliativedrugs.com/

 

 

 

 

 

 

 

Neste post falamos também de um blogue da área da saúde. "Lúpus, um blogue sobre a doença" é um espaço dedicado à Cláudia, uma Mulher que tive o prazer de conhecer e o imenso gosto em cuidar. Sempre com um "sorriso maroto", enfrenta o seu lúpus com imensa coragem e a sua história encontra-se ilustrada no blogue alojado no site descrito em baixo. 

Aqui podemos encontrar para além do percurso clínico da Cláudia, relatos de outros portadores de Lúpus bem como informação científica sobre a doença e respectivo tratamento.

 

 

Lúpus, um blogue sobre a doença

 

 

 

 

 


http://palliativedrugs.com/

http://www.tonymadureira.blogspot.com/

http://www.agilessistemas.com.br/imagens/anunciar01.jpg


Por...: Miguel

Publicado por Visao ENFernal às 14:09
Link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos

Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009
Finalmente...

 

 

Retirado do site do INEM 03 de Janeiro de 2008

 

A partir de hoje e até 10 de Janeiro, estará disponível para consulta pública, uma proposta de anteprojecto de Decreto-Lei que pretende disciplinar o licenciamento e a utilização da Desfibrilhação Automática Externa - expressamente qualificada como um acto médico - a realizar por não médicos em ambiente extra hospitalar.

As estatísticas nacionais indicam as doenças cerebrovasculares e cardiovasculares a principal causa de morte em Portugal, com uma percentagem superior a 30%. A desfibrilhação eléctrica é o único tratamento eficaz na paragem cardíaca para vítimas que, em mais de metade dos casos, não chegam com vida aos hospitais.

No entanto, essa utilização fora de um contexto organizativo estruturado e sem rigoroso controlo médico pode envolver riscos indesejáveis.

Cabe ao

Instituto Nacional de Emergência Médica, I.P. (INEM)

nos termos do Decreto-Lei n.º 220/2007, de 29 de Maio, definir, organizar, coordenar e avaliar as actividades de emergência médica, nomeadamente no que diz respeito ao sistema de socorro pré-hospitalar. Daqui resulta ser-lhe atribuído um papel central na regulação da actividade de desfibrilhação automática externa em ambiente extra-hospitalar.

 

A presente proposta de anteprojecto de Decreto-Lei resultou de uma ponderação baseada na auscultação de opiniões e pareceres de diversos peritos e entidades científicas, bem como da Ordem dos Médicos.

 

 


http://images.inmagine.com/img/blendimages/bld086/bld086273.jpg

http://www.inem.pt/pageGen.asp?sys_page_id=472404&news_id=2450

 


Por...: Miguel

Publicado por Visao ENFernal às 15:16
Link do post | Comentar | Ver comentários (2) | Adicionar aos favoritos

.:Sobre nós
.:Pesquisar neste blog
 
.:Posts recentes

.: O fim

.: Pela carreira digna

.: Indignação

.: Conhecer o passado

.: Lactato como sinal vital?

.: Prevenir a PAV

.: Novo antiemético

.: Danos cerebrais e tempera...

.: Divulgação - sites

.: Finalmente...

.:Arquivos

.: Maio 2009

.: Março 2009

.: Janeiro 2009

.: Dezembro 2008

.: Novembro 2008

.: Outubro 2008

.: Agosto 2008

.: Julho 2008

.: Junho 2008

.: Maio 2008

.: Abril 2008

.: Março 2008

.: Fevereiro 2008

.: Janeiro 2008

.: Dezembro 2007

.: Novembro 2007

.: Outubro 2007

.:Fontes de Informação
.:counter
video slots
web counter
.:Onliners
who's online
.:Formulário

Nome:

E-Mail:

Assunto:

Mensagem:


Estou no Blog.com.pt